A nossa prática espiritual situa-nos num cosmos habitado pela pluralidade, onde ancestrais, espíritos da terra e do lugar e deidades várias interagem com a nossa realidade visível.

Sabendo nós que em cada um de nós se entrelaçam várias ancestralidades que atravessam o tempo e o espaço, e que cada gesto nosso afecta todos os círculos da existência, importa questionarmos o tipo de legado que queremos deixar à nossa passagem, individual e colectivamente.

Estabelecer relações justas com os ancestrais implica directamente que passemos a viver aqui e agora como ancestrais do futuro.

Esta apresentação, realizada no VIII Encontro Paulista de Druidismo e Reconstrucionismo Celta, pretende ajudar a obter uma visão mais ampla da rede de interdependência entre todos os seres, e propõe algumas vias de reflexão para nos posicionarmos como futuros ancestrais que, em vez de tentarem reencantar o mundo, saibam reconhecer o quão encantado ele inerentemente é.