Entre o revivalismo druídico e o momento presente passaram-se já três séculos. Contudo, muitos dos desafios que interpelavam os praticantes de druidismo no passado repetem-se hoje em dia, sob novas manifestações.

Diante dos perigos dos sistemas de produção e consumo que avançam sem restrições sobre a humanidade e o planeta, e do regresso de um saudosismo romântico que rejeita o conhecimento e a modernidade, o druidismo posiciona-se como uma via alternativa, inspirada pelo legado da sabedoria celta, em que a Natureza, sempre em movimento, é mestra e o corpo o iniciador-mor, reconciliando-nos com o Tempo, o Lugar e a Memória.

Uma espiritualidade profundamente encarnada, em que o praticante moderno, tal como os druidas de outrora, e compromete com a sua própria cura, a da sua comunidade e a da própria Terra. Pelo “amor a todas as existências”.

Este foi o tema de uma apresentação que tive a honra de realizar no XI Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta, realizado inteiramente online entre os dias 11 e 14 de Junho de 2020. Segue-se o registo em vídeo dessa experiência.